PALAVRA DO PRESIDENTE - MAIO/2014



 
Tradicionalmente, temos o conceito que após as festas de carnaval é que temos o inicio do ano. Muitas empresas aproveitam esses dois primeiros meses para terem suas férias coletivas, ajustes de estoques, balanço e ajustes para seus lançamentos.
 
Mas na verdade, isso não passa de uma “brincadeira popular”. As contabilidades das empresas já vêm recolhendo seus impostos e tributos ao governo federal desde a virada do ano, onde Brasileiro já pagou mais de R$ 300 bilhões em 2014. Em janeiro de 2014 foi registrado número recorde de R$ 123,667 bilhões, contra R$ 122,548 bilhões de janeiro do ano passado (já corrigido pela inflação), segundo informou a Receita Federal.
 
E não para por ai. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributario nos mostra que o brasileiro trabalha cinco meses somente para pagar imposto. São recolhidos 63 tributos que incidem tanto sobre a renda, como o Imposto de Renda e outros que incidem sobre os produtos e serviços como o ICMS e o IPI, além dos gostos no começo do ano com o IPVA e IPTU.
 
Para o mercado farmacêutico, o começo de ano também vem junto aos estudos de reajustes de preços aplicados nos medicamentos. Os preços dos medicamentos poderão ser reajustados a partir de 31 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).
 
De acordo com o Diário Oficial da União, os valores atualizados devem ter como referência o Preço Fabricante (PF) cobrado a partir de 31 de março de 2013 e fixa em 4,66% o fator para 2014. Se tirarmos como base a inflação oficial do Brasil em 2014, o IPCA, por ser usado como base para as metas do governo, fechou o ano passado em 5,91% – acima da taxa de 5,84% de 2012 e também muito acima dos reajustes acumulados nos medicamentos. Isso sem mencionar os reajustes da folha, que estão superando os 8% ao ano.
 
E falando em tributos, não podemos deixar de mencionar o quanto esperamos o sucesso da Frente Parlamentar pela Desoneração de Medicamentos, presidida pelo deputado Walter Ihoshi (PSD-SP) que tenta isentar os medicamentos do elevado volume impostos que incidem sobre s medicamentos e prejudicam diretamente os consumidores A carga tributária do Brasil gira em torno de 34%, ou seja, 1/3 são impostos, enquanto no mundo temos uma média de 6% e muitos países com carga zero. Na assembleia paulista, a Frente conta com a liderança Maria Lúcia Amary (PSDB), que vibrantemente vem promovendo audiências e debates para a redução dos impostos.
 
No geral, o cenário é positivo, impulsionado pelos grandes eventos como a Copa do Mundo e pelas Eleições Nacionais temos tudo para prosperar, com criatividade e muito “lavoro”, pois nosso país precisa de geração de empregos, pois isso sim é uma das soluções para as desigualdades e problemas sociais que vivemos hoje, emprego.
 
Vamos avançar.
 
Reinaldo Mastellaro
Presidente