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11 de outubro de 2017

“O Brasil é o mercado financeiro mais seguro do mundo, mas isso tem um custo”, diz Rodrigo Zeidan


Professor de economia fala ao UM BRASIL sobre o equilíbrio entre segurança e eficiência no sistema financeiro do País

“Defendo a competição como [forma de] entregar para a sociedade um resultado do mercado financeiro melhor do que temos hoje no Brasil”, comenta o professor de Economia da Fundação Dom Cabral e da New York University em Xangai, Rodrigo Zeidan, em entrevista para o UM BRASIL, que faz parte de uma série realizada em Pequim durante o Brasil+ China Challenge 2017, ocorrido nos dias 1º e 2 de setembro.

“Tenho pouquíssimas dúvidas que o Brasil é o mercado financeiro mais seguro do mundo, mas isso tem um custo”, afirma o entrevistado. Segundo ele, a moderna regularização do sistema financeiro brasileiro é uma grande resposta a eventos da década de 1990, para evitar que o Estado tenha de interferir no mercado para solucionar alguma crise. “O que o Banco Central quer é que o sistema seja seguro e que não haja nenhuma possibilidade de crise financeira”, afirma Zeidan.

No entanto, ele diz não ter dúvidas de que o Banco Central brasileiro exagerou na busca por seguridade, que tem duas faces distintas no País e em lugares como os Estados Unidos. “Existe um ponto ótimo que combina eficiência e segurança. No pêndulo da crise financeira norte-americana, um grande fator que contribuiu, foi a desregulamentação do mercado. No Brasil temos o contrário”, diz.

Para Zeidan, o BC ajuda a promover a concentração de mercado. “É impensável em qualquer lugar do mundo que você entregue um sistema que já é concentrado em quatro grandes grupos para que fique ainda mais concentrado”, justifica. Veja a entrevista completa aqui.

 

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