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18 de abril de 2019

Estado tem o desafio de construir cidade inteligente sem proprietários


Debate promovido pelo UM BRASIL questiona eventual concentração de dados no setor público e dependência de grandes empresas para oferta de soluções tecnológicas

Quando diversos dados e ferramentas tecnológicas convergem para tornar os serviços e espaços públicos urbanos mais eficientes e cômodos para a vida cotidiana, nasce o que se convencionou chamar de “cidade inteligente”. Esse processo, contudo, resulta de diversas iniciativas às quais o poder público, em muitas delas, não tem participação, o que leva ao questionamento do papel do Estado na construção de cidades inteligentes sem proprietários.

Esse foi um dos temas do debate promovido pelo UM BRASIL em parceria com a Universidade Nove de Julho (Uninove) e a revista Problemas Brasileiros – publicação editada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Realizada no campus Vergueiro da Uninove, em São Paulo, a discussão contou com o doutor em Ciência Política e coordenador de cursos de pós-graduação, Humberto Dantas, o doutor em Direito Econômico e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Luís Massonetto, e o CEO do aplicativo de cidadania urbana Colab, Gustavo Maia.

No debate, Massonetto comentou que cidade inteligente é um conceito que se caracteriza pelo “fenômeno da digitalização”, que, em função da conexão de dados, permite criar “novos padrões de governança, novos serviços públicos e novas formas de convivência”. Como a oferta de tecnologia está bastante concentrada em grandes empresas, ele demonstrou preocupação em relação à dependência que a sociedade pode vir a ter de monopólios.

Para o CEO e fundador do Colab – rede social premiada como melhor aplicativo urbano do mundo –, Gustavo Maia, a iniciativa privada e os cidadãos têm parcela indispensável na construção das cidades inteligentes, de modo que esse processo não deve ficar restrito ao setor público.

No processo de aprofundamento das soluções inteligentes nas cidades, Humberto Dantas alerta que a sociedade deve, “a todo instante, pactuar e repactuar a democracia”. O cientista político, também professor do mestrado da Uninove, afirma que, no limite, o uso da tecnologia deve respeitar “parâmetros democráticos minimamente razoáveis”. Assista ao vídeo completo aqui.

 

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